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Urbs defende licitação do transporte coletivo sem custos
A Urbs nega que a nova licitação do transporte coletivo em Curitiba gere custos duplicados.
Alexandro Gómez · 23 de out. de 2026

A Urbanização de Curitiba (Urbs) se manifestou nesta quarta-feira (21) em defesa da nova licitação para o transporte coletivo na capital. Segundo a empresa, a proposta não resultará em custos duplicados ou sobreposição de linhas com o sistema metropolitano, que é operado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). A polêmica em torno da licitação levou o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) a suspendê-la cautelarmente na segunda-feira (19), por conta de incertezas na divisão de responsabilidades entre os dois sistemas.
O conselheiro Fabio Camargo, responsável pela decisão, considerou que o edital poderia estar prevendo a operação dos mesmos serviços sem clareza sobre quem seria o responsável. O tema foi discutido em sessão ordinária do TCE-PR, mas o conselheiro Augustinho Zucchi pediu mais tempo para análise, e a questão deve ser retomada na próxima semana. Enquanto isso, a suspensão cautelar permanecerá até que um consenso seja alcançado pelo pleno do tribunal.
Durante uma entrevista coletiva, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, afirmou que o edital foi elaborado com base na integração metropolitana do transporte. Ele destacou que a integração não implica uma cobrança dupla aos usuários. "A integração é justamente isso, o compartilhamento de linhas para evitar a sobreposição, onde a Urbs e a Amep operam parte dos ônibus em uma única linha", explicou.
Maia Neto reforçou que a defesa apresentada ao TCE-PR segue essa lógica. Ele ressaltou que as linhas funcionam de forma compartilhada, com a Urbs e a Amep operando 50% cada uma, garantindo a ida e a volta dos passageiros com uma única passagem entre Curitiba e a região metropolitana.
Apesar da suspensão, a Urbs confirmou que as datas para o leilão e a oferta de propostas permanecem inalteradas. O certame está agendado para 26 de novembro, às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), com propostas aceitas até 17 de novembro.
Essa nova licitação do transporte coletivo traz mudanças significativas na rede de ônibus, na integração entre as linhas e na composição da frota. O contrato terá validade de 15 anos, dividido em cinco lotes, com investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões. Uma das principais inovações será a possibilidade de que passageiros com cartão-transporte da Urbs realizem trocas de ônibus em qualquer ponto, sem o pagamento de uma nova passagem, dentro de um período específico. Atualmente, a integração depende de estruturas como terminais e estações-tubo.
Além disso, o edital prevê a introdução de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031, sendo 90 deles já no início da nova operação. Também estão planejadas quatro novas linhas para conectar terminais de diferentes regiões da cidade e o retorno da linha Circular Centro, que operará com ônibus elétricos.
O TCE-PR suspendeu todos os cinco lotes previstos no edital: BRT1 e BRT2 para os expressos, Linha Direta e Ligeirões, além de lotes Norte, Oeste e Sul, que terão caráter regional e atenderão mais de perto os bairros. O conselheiro Fabio Camargo, relator da concorrência da Amep, destacou a necessidade de assegurar que as duas licitações, apesar de conduzidas por entidades diferentes, não gerem sobreposição de serviços. "Estamos tratando de duas concessões de grande porte. É crucial saber se os projetos são compatíveis para evitar custos ou responsabilidades duplicadas", finalizou.
Por que isso importa
As mudanças incluem a introdução de ônibus elétricos, melhor integração entre linhas e a possibilidade de troca de ônibus com uma única passagem.
O que vem a seguir
O leilão está marcado para o dia 26 de novembro, com propostas sendo aceitas até 17 de novembro.
O que motivou a suspensão da licitação do transporte coletivo?
A suspensão foi motivada por dúvidas na divisão de responsabilidades entre os serviços da Urbs e da Amep, levando o TCE-PR a avaliar a possibilidade de custos duplicados.
Quais são as principais mudanças propostas na nova licitação?
As mudanças incluem a introdução de ônibus elétricos, melhor integração entre linhas e a possibilidade de troca de ônibus com uma única passagem.
Quando será realizado o leilão para a nova concessão?
O leilão está marcado para o dia 26 de novembro, com propostas sendo aceitas até 17 de novembro.
A Urbanização de Curitiba (Urbs) se manifestou nesta quarta-feira (21) em defesa da nova licitação para o transporte coletivo na capital. Segundo a empresa, a proposta não resultará em custos duplicados ou sobreposição de linhas com o sistema metropolitano, que é operado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). A polêmica em torno da licitação levou o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) a suspendê-la cautelarmente na segunda-feira (19), por conta de incertezas na divisão de responsabilidades entre os dois sistemas. No contexto brasileiro, Urbs permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.
A Urbs nega que a nova licitação do transporte coletivo em Curitiba gere custos duplicados. A decisão do TCE-PR de suspender a licitação se deu por dúvidas na divisão de serviços entre a capital e o sistema metropolitano. No contexto brasileiro, Urbs permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, Urbs permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto
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